Como está a gestão financeira da sua empresa?

janeiro 23, 2012

Fazer a gestão financeira de micro ou de pequena empresa  exige atenção para detalhes, que muitas vezes não considerados. Assim, alguns erros de entendimento ocorrem na gestão do negócio. Confira algumas dicas:

  • Confundir, juntar suas finanças pessoais com as da empresa;
  • Todos os dias, a empresa necessita e tem movimentação financeira. Então, é necessário o acompanhamento diário das finanças;
  • Uma coisa é problema de caixa, resultado da movimentação do ‘contas a pagar’, ‘a receber’ e ‘estoques’. Outra coisa é problema econômico, em que a empresa produz um produto ou presta serviço de forma ineficiente e não gera lucro. Por conseguinte, não gera caixa. O resultado positivo do caixa é decorrente da venda de produtos que tenham lucro;
  • Também, quando o empresário não ajusta os prazos de compra, venda e giro de estoque. O correto é fazer com que fornecedores e clientes banquem esses prazos para a empresa, tarefa muito difícil hoje devido à concorrência cada vez mais acirrada. A empresa não pode diminuir o prazo de recebimento de seu cliente, facilmente, porque a concorrência faz isso;
  • Importante iniciar uma atividade empresarial com capital de giro (estoques e caixa) suficiente para cobrir o tempo necessário para a consolidação do negócio. Claro, considerando suas dimensões e necessidades iniciais;
  • É importante pagar os impostos de forma correta e justa, considerar nos seus preços essas despesas;
  • Para finalizar, bom senso e controle.

 

Por Péricles Negromonte  – Sebrae/PE


Paradoxo provocado pelo conflito entre os regimes de caixa e de competência

março 15, 2010

 

Era uma vez, a padaria de Soraya Cybelle, que tinha um baita forno elétrico, cuja produção de pães versus gastos com energia elétrica seria ilustrada de acordo com a tabela abaixo:

 

 

Ué!!!!!!

De janeiro para fevereiro, produzi mais pães, porém a conta de energia não aumentou!!!! E de fevereiro para março a produção caiu, mas a conta de energia aumentou!!!

Por que este desatino?

Isto se deve ao fato de o leiturista não ter feito a leitura em fevereiro, só tornando a medir em março;

A Concessionária de Energia Elétrica local repetiu o valor de janeiro em fevereiro e cobrou a diferença em março;

Pelo regime de competência, dos R$ 1 mil desembolsados em março, só R$ 500,00 são daquele mês, sendo o restante da competência do mês anterior, mas pagos no mês corrente;

Sugestão, para fugir desta armadilha quando for apropriar custos: faça a leitura você mesmo e multiplique a diferença entre a duas últimas leituras pelo valor do KWh.

Atenção:

Na verdade, há uma parcela da energia elétrica que não é um custo variável e sim fixo, iluminação de vão de loja, refrigeração de laticínios e ar condicionado de escritório, por exemplo. A conta de energia não discrimina a parcela variável (PRODUÇÂO) da parcela fixa (COMERCIALIZAÇÃO E ADMINISTRATIVO).

Mas, através um de um instrumento muito simples conhecido com regressão linear (MS Excel ou HP 12C) há com fazê-lo, mas isto já é assunto para uma outra conversa. (Muitíssimo em breve eu conto. Até lá, só faça a leitura do medidor para uma sequência de dias, sem tirar conclusões ainda).

Por Wellington  Falcão


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