Como está a gestão financeira da sua empresa?

janeiro 23, 2012

Fazer a gestão financeira de micro ou de pequena empresa  exige atenção para detalhes, que muitas vezes não considerados. Assim, alguns erros de entendimento ocorrem na gestão do negócio. Confira algumas dicas:

  • Confundir, juntar suas finanças pessoais com as da empresa;
  • Todos os dias, a empresa necessita e tem movimentação financeira. Então, é necessário o acompanhamento diário das finanças;
  • Uma coisa é problema de caixa, resultado da movimentação do ‘contas a pagar’, ‘a receber’ e ‘estoques’. Outra coisa é problema econômico, em que a empresa produz um produto ou presta serviço de forma ineficiente e não gera lucro. Por conseguinte, não gera caixa. O resultado positivo do caixa é decorrente da venda de produtos que tenham lucro;
  • Também, quando o empresário não ajusta os prazos de compra, venda e giro de estoque. O correto é fazer com que fornecedores e clientes banquem esses prazos para a empresa, tarefa muito difícil hoje devido à concorrência cada vez mais acirrada. A empresa não pode diminuir o prazo de recebimento de seu cliente, facilmente, porque a concorrência faz isso;
  • Importante iniciar uma atividade empresarial com capital de giro (estoques e caixa) suficiente para cobrir o tempo necessário para a consolidação do negócio. Claro, considerando suas dimensões e necessidades iniciais;
  • É importante pagar os impostos de forma correta e justa, considerar nos seus preços essas despesas;
  • Para finalizar, bom senso e controle.

 

Por Péricles Negromonte  – Sebrae/PE


O conflito de gerações na empresa familiar

janeiro 16, 2012

Imagine um time de futebol composto por jogadores experientes e ganhando por 2×0 um jogo que chega os 43 minutos do segundo tempo. Agora imagine um time de jovens promessas, com toda vontade de garantir um futuro promissor, empatando por 0×0 uma partida que apenas inicia. Colocar-se no lugar destes personagens é compreender porque existem conflitos de gerações em empresas familiares. Há objetivos diferentes para a execução do mesmo trabalho.

Trazendo estes dois estereótipos para mundo empresarial, pode-se dizer que os conceitos de hierarquia, obediência, e a visão de mundo dos dois grupos por vezes não são os mesmos. Isto simplesmente por terem vivido momentos econômicos e culturais diferentes.

Se bem administrado este conflito é salutar e propicia o crescimento da empresa. Os veteranos auxiliam a frear o imediatismo e a ansiedade os jovens, que desejam resultado e reconhecimento num piscar de olhos. É comum o jovem subestimar a experiência como condição obrigatória. Já os jovens tem o papel de abrir os lhos dos veteranos à renovação que faz o negócio se manter vivo no mercado. Em alguns casos os jovens conseguem, à muito custo, fazer com que os veteranos “soltem o freio-de-mão” e vejam novamente o crescimento como imprescindível.

É necessário que o empresário olhe seu filho como um colaborador igual aos outros, o cobre e o respeite como tal. Não pode olhar eternamente como o bebê que parece nunca crescer e não terá a mesma capacidade para tocar os negócios. Da mesma forma o empresário não pode ser um pai-coruja e achar que seu filho é a criatura mais talentosa do mundo (quando muitas vezes não é).

Quem tem mais experiência quer poupar seu negócio de riscos já vividos e vencidos. Muitas vezes não consegue ver que está em um contexto diferente, que os tempos são outros e que seus sucessores podem escolher caminhos distintos e chegar à melhores resultados.

Um negócio não alcança o sucesso por acaso e com toda certeza sua trajetória, estratégia e cultura precisam ser respeitadas. Cabe ao jovem ver e compreender tudo isto. Questionar é o seu papel para que possa alertar todos sobre as mudanças e tendências, sem esquecer que ainda é jovem, está em um ambiente com uma história e tem toda uma partida para jogar.

Conflitos empresariais, não só de gerações, sempre existirão e é necessária uma boa dose de parcimônia quanto à imposição de opinião ou abertura de concessões. Bom senso e empatia podem auxiliar na tomada de decisões que tragam maior sustentabilidade ao negócio.

Por Marco Murara – Sebrae/SC


Novo enquadramento das empresas!

janeiro 12, 2012

A partir de 2012, começou com uma boa notícia para empresas – redução de impostos e possibilidade e se reenquadrar como MPE.

O teto do faturamento bruto anual aumentou, consequentemente muitas empresas poderão pagar menos impostos conforme sua tabela de enquadramento: percentual x faturamento bruto

Novos Limites ficaram da seguinte forma:

MEI- Micro empreendedor Individual: até R$ 60 mil/ano

ME – Micro empresa: até R$ 360 mil/ano 

EPP – Empresa de pequeno porte: até R$ 3,6 milhões/ano 

Para as empresas que atuam na exportação, o limite extra para exportação de mercadorias passou para R$ 3,6 milhões/ano

Caso a empresa execeda os valores da receita bruta  indicados acima, o empresário junto com o contabilista precisará observar a seguinte regra:

  • Se houver excesso de até 20%, a empresa deverá formalizar sua exclusão no ano subsequente ao da ultrapassagem do limite, especificamente no mês de janeiro.
  • Se houver excesso superior a 20% a empresa deverá formalizar sua exclusão no mês subsequente ao da ultrapassagem do limite.

 

Fique sempre atento e acompanhe todas as mudanças!

 

 


Você conhece a constituição de empresa EIRELI?

janeiro 9, 2012

Nova constituição de empresa individual de responsabilidade limitada chamada EIRELI – “Empresa Individual de Responsabilidade Limitada é originada da Lei nº 12.441, de 14 de juho de 2011 que entratá em vigor em 12 de janeiro de 2012.

O Empresário poderá concentrar as quotas em um único sócio, sem precisar justificar o motivo, conforme o Art. 980-A que diz: ” A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular…”, seja pessoa física ou jurídica.

Para tal modalidade de empresa a constituição do capital social não pode ser inferior em 100 vezes o valor do salário mínimo e o nome descrito na razão social terá que utilizar a expressão “EIRELI”.

Esse valor do capital social que se tornará o limite  da responsabilidade da empresa, preservando o patrimônio da pessoal física. É claro que esse direito será legitimado se a questão não tenha comprovação de atos ilícitos.

Mais informações http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12441.htm e após dia 12 de janeiro deverá ser divulgado o seu detalhamento e sua regulamentação.


COMPLEMENTARIDADE: UM DOS SEGREDOS DE SOCIEDADES DURADOURAS.

dezembro 12, 2011

Cada departamento de uma empresa deve funcionar como a engrenagem de um relógio.  Basta uma engrenagem fora de ritmo e o desempenho será afetado. Podem existir engrenagens maiores e menores, mas todas são importantes para o resultado final. Desta forma, sócios de um empreendimento devem ter conhecimentos complementares, para que todas as áreas da gestão tenham um bom desempenho.

Vamos utilizar como exemplo uma empresa fictícia gerida por dois especialistas em estratégia comercial e com anos de experiência em vendas. Por uma questão óbvia, sempre que pensarem estrategicamente poderá haver uma atenção menor à gestão financeira ou da produção.

Um velho bordão afirma que “o gado só engorda sob os olhos do dono”. Pois bem, se um dos sócios não estiver diretamente ligado ao processo produtivo possivelmente teremos problemas como: atraso na entrega, retrabalho, reprocesso, produtos fora das especificações do pedido, etc. Todos estes problemas acarretam prejuízo financeiro e principalmente prejudicam a satisfação e posterior fidelização do cliente.

Seguindo o exemplo da nossa empresa fictícia, a má gestão financeira também compromete significativamente o negócio. Aumentar por sucessivos meses o faturamento é um sonho agradável, porém, se vender abaixo do custo por ignorância financeira selará seu destino. Este erro é mais comum do que se pode imaginar. Manter na ponta do lápis o controle de custos fixos, variáveis, fluxo de caixa e respeitar o pró-labore são tarefas básicas para a sobrevivência do negócio. Sem a gestão financeira adequada a empresa pode fechar as portas vendendo um produto de qualidade, com preço competitivo, alto faturamento e clientes satisfeitos. É como ter a galinha dos ovos de ouro e matá-la de fome.

Até aqui falamos apenas de duas engrenagens desse relógio chamado empreendimento. A engrenagem “pessoas”, por exemplo, merece um artigo dedicado somente a ela, tão importante que é para o funcionamento do negócio. Não há equipe que resista a um clima organizacional ruim ou trabalhando sem as condições mínimas para o alcance das metas. Não se luta numa guerra com uma espadinha de brinquedo.

A empresa exemplo que utilizamos aqui poderia ter outras configurações de sociedade e o problema poderia ser a gestão comercial. O importante é perceber que os controles operacional e tático do negócio precisam ser partilhados entre sócios com conhecimentos complementares, assim as decisões estratégicas terão maior assertividade. Ninguém é bom em tudo. Associe-se a quem é muito bom naquilo que você tem dificuldades.

 

Por MARCO ANTONIO MURARA

www.professor.murara.com.br


Servicescape: Varejo é muito mais que produtos e serviços

dezembro 6, 2011

A competitividade faz com que as empresas se obriguem a trabalhar com uma margem de lucro cada vez menor. Por outro lado o atual número de concorrentes no mercado faz com que os clientes sejam cada vez mais exigentes. Para as empresas prestadoras de serviço uma das maneiras de buscar destaque e aumentar a competitividade é aprimorar tudo o que envolve o atendimento. Isto as obriga a melhoria do mix de marketing de serviços: produto, preço, praça, promoção, processos, evidência física e pessoas.

Sempre que o seu cliente necessitar de um serviço terá duas situações distintas: Qualidade Esperada, ligada ao antes do atendimento e a Qualidade Percebida que é o julgamento do consumidor a respeito da superioridade ou inferioridade do serviço e conseqüentemente da sua empresa. Serviço é um ato ou desempenho procurado por alguém e oferecido por outra parte. O serviço pode estar ligado a um produto físico, mas o desempenho é intangível.

Há uma expressão que representa o ambiente físico de uma empresa prestadora de serviços: servicescape. Este ambiente inclui: arquitetura, decoração, temperatura, sons, cheiro, entre outras partes do serviço como atendimento, tratamento e encerramento do processo. O servicescape influencia diretamente a satisfação e a fidelização do cliente.

Sair do convencional passa por trabalhar as variáveis Evidências Físicas, Pessoas e Processos. Todos que desempenham um papel no processo de execução de um serviço e influenciam as percepções do cliente, fazem parte da variável “pessoas”. A satisfação do funcionário e do cliente está claramente relacionada. Para que uma empresa de serviços tenha clientes satisfeitos ela deve ter funcionários satisfeitos. Clientes satisfeitos influenciam outros clientes.

A forma como uma empresa trabalha na prestação do serviço pode ser definida pela variável “processos”. Aqui mora a criatividade e a inovação. Diferenciar-se de maneira a atender as necessidades dos clientes é o caminho. De mesma forma que empresas que complicam a vida de seus clientes com processos de atendimento retrógrados e burocráticos colocam tudo a perder.

Encantar os clientes pelos sentidos é com a variável “evidência física”. É o ambiente no qual o serviço é executado e onde a empresa interage com o cliente. A marca forte desta variável é a percepção e o bem-estar do cliente. O serviço pode não ser observado, mas as evidências físicas sim.

O esforço empregado para estabelecer um ambiente de consumo que propicie emoções e para que as pessoas se sintam à vontade está sob domínio do empreendedor. O dever de casa deve ser bem feito. Caso contrário pode-se fazer como muitos: isentar-se da culpa e reclamar do mercado, dos concorrentes ou do governo.

Por Marco Antônio Murara – Sebrae/SC                                                                            http://professormurara.wordpress.com/about/


Plano de negócios: Não basta sonhar é preciso “sonhar direito”.

novembro 28, 2011

 

Certamente pelo menos uma vez na vida você já pensou em montar seu negócio próprio. Algumas pessoas transformam este desejo em objetivo e constituem sua empresa. Dentre elas existem os românticos e os que tem espírito de liberdade.

 

Os românticos são os que acreditam poder iniciar um negócio do nada, sem dinheiro e sem apoio, transformando-o no futuro em um grande império. Com a atual guerra de preços, de mercado e com os “asiáticos” batendo na porta a jornada pode ser bem mais árdua.

 

As pessoas com espírito de liberdade são aquelas que querem ser donas do próprio nariz ou não ter chefe. Ledo engano. Em muitos casos um desentendimento com o chefe pode gerar desconforto temporário, mas não a demissão. Você continua na empresa, sabendo quando e quanto vai receber. O cliente por sua vez pode se transformar em uma espécie de chefe cruel, sem desentendimento com o empreendedor ele simplesmente jamais retornará por uma simples insatisfação.

O ideal é que o empreendimento seja criado com base em uma oportunidade, ou seja, existe uma carência no mercado e o empreendedor tem conhecimentos, habilidades e atitudes suficientes para explorá-lo. Aqui começa o quesito “sonhar direito”.

 

A grande maioria dos novos negócios está embasada somente no conhecimento técnico. É o caso, por exemplo, do padeiro experiente que inicia uma nova padaria sem conhecimento de gestão. Em alguns casos o conhecimento administrativo é mínimo ou nulo, desta forma o produto pode ser muito bom, o atendimento primoroso e o cliente sair satisfeito, porém, se o controle dos custos e a formação de preços estiverem errados o negócio pode ruir em pouco tempo.

 

O plano de negócio é uma ferramenta que possibilita levantar informações da viabilidade mercadológica e financeira do negócio antes do investimento financeiro. Você consegue antever acontecimentos positivos ou negativos ao empreendimento antes de colocar a mão no bolso. É uma fotografia de um cenário, caso se confirme você sabe as chances de sucesso ou não do negócio.

 

O plano de negócio não deve ser feito e abandonado, ele deve ser atualizado constantemente, assim você consegue acompanhar indicadores importantes como Lucratividade, Rentabilidade, Ponto de Equilíbrio e Prazo de Retorno do Investimento.

 

Por fim, conseguir conquistar os clientes oferecendo mais do mesmo é uma estratégia de pouco sucesso. O mercado do novo negócio já existe e tem seus players, literalmente será necessário “roubar” clientes dos concorrentes.  O cliente já tem um fornecedor que o atende, o empreendedor terá que convencê-lo que oferece algo suficientemente bom para que abandone uma relação já existente.

 

Sonhe, mas sonhe direito!

 

Por Marco Antônio Murara – Sebrae/SC http://professormurara.wordpress.com/about/

 

 

 


É uma oportunidade para pequena empresa prestar serviços para empresas públicas?

novembro 3, 2011

O processo de prestação de serviços poderá ser uma grande oportunidade para alavancar mercado. O grande detalhe é não se resumir a uma grande empresa como cliente. É importante ter várias empresas no seu portifólio.

Quando se tem uma empresa pública como cliente na prestação de serviço, geralmente, essa relação é formalizada por um contrato de prestão de serviço que vem detalhando os serviços a serem prestados, custos inerentes e os direitos e obrigações entre as partes. No decorrer da operacionalização desses contratos, existe várias questões que poderão ser trabalhadas e negocias. Leia mais neste artigo http://blogs.diariodepernambuco.com.br/empreendedor/?p=310.


Quanto vale um ponto comercial?

novembro 1, 2011

Muitos empreendedores pretendem iniciar no mundo dos negócios comprando uma empresa. Por outro lado, existe vários empresários que pretendem vender seu ponto comercial. O que fazer? Leia as orientações nesse artigo http://casosecausos.com/2011/10/10/685/


Sua empresa está com dificuldade financeira?

outubro 31, 2011

Muitos empresários quando estão com dificuldade financeira, pensam de imediato obter empréstimo como solução. Essa solução poderá ser uma solução ou uma grande armadilha. Leia mais neste artigo do consultor SEBRAE  http://blogs.diariodepernambuco.com.br/empreendedor/?p=295


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.